A resposta curta
Quem avisa é o serviço de pagamento, não o aluno e não a escola. Assim que o pagamento é confirmado, ele manda um aviso para um endereço que pertence exclusivamente à sua escola, e o EduPay dá baixa na parcela sozinho.
Ninguém precisa clicar em nada. É por isso que uma parcela pode virar Paga às três da manhã de um domingo. Vale para boleto, PIX e cartão.
O que acontece em cadeia
Um único aviso dispara tudo isto, na ordem:
- A parcela vira Paga, com o valor e a data em que o dinheiro entrou.
- O aluno recebe o comprovante por e-mail.
- Quem administra a escola recebe o aviso de pagamento recebido.
- Se a matrícula estiver ligada ao ambiente de aulas e o acesso tiver sido suspenso por atraso, o acesso volta.
- Se a matrícula veio da venda online e este é o primeiro pagamento, o acesso ao ambiente de aulas é liberado.
Se a parcela paga era a última em aberto, a matrícula sai da lista de inadimplência sozinha.
Se a parcela já estava paga — inclusive por baixa manual — e chega outro pagamento, a baixa que já existia continua valendo. O dinheiro a mais aparece no extrato da conta de recebimento, e é por lá que a escola faz a devolução.
Por que existe uma senha nisso
O aviso chega pela internet, e sem uma prova de origem qualquer pessoa poderia mandar um aviso falso e marcar parcelas como pagas.
Por isso a tela de recebimento tem o campo Webhook Secret: é a senha que o
serviço de pagamento assina em cada aviso, e o EduPay confere antes de dar
baixa. Aviso sem assinatura válida é descartado.
Configurar esse campo não é opcional para quem quer baixa automática. Sem ele — ou com o endereço errado cadastrado do outro lado — os avisos nunca chegam, e a única pista é que ninguém nunca vira Pago sozinho.
Os tipos de aviso que importam
| O que aconteceu | O que o sistema faz |
|---|---|
| Pagamento confirmado | Dá baixa, avisa aluno e gestor, reativa o acesso |
| Pagamento recusado | Registra a falha; a parcela continua em aberto |
| Pagamento estornado por inteiro | Desfaz a baixa e devolve a parcela para em aberto |
| Pagamento estornado em parte | A parcela continua paga |
| Contestação no cartão | Aberta ou ganha, a parcela continua paga — o aviso e o prazo para responder chegam pela conta de recebimento. Perdida, vale como estorno por inteiro |
O estorno é o que mais assusta quando acontece: uma parcela que estava Paga volta a aparecer em aberto sem ninguém ter mexido. É o comportamento correto — o dinheiro voltou para o aluno. Se a matrícula estava concluída, ela volta para Aguardando pagamento.
Duas exceções. Parcela com baixa manual continua paga: o estorno não mexe na baixa feita à mão. E parcela de matrícula cancelada, ou paga depois de cancelada, volta para Cancelada — não é cobrada de novo.
Quando o aviso não chega
Três situações, e as três têm o mesmo sintoma: o aluno jura que pagou e a parcela continua em aberto.
1. Ainda é cedo. PIX e cartão são quase imediatos; boleto costuma levar até o dia útil seguinte. Antes disso, esperar é o certo.
2. O pagamento não passou pelo sistema. Transferência, dinheiro na secretaria ou máquina de cartão própria não geram aviso nenhum — não há nada para avisar. Esse pagamento precisa ser registrado à mão.
3. A ligação de aviso está mal configurada. Endereço errado ou senha errada no cadastro do lado do serviço de pagamento. O sintoma que denuncia: nenhuma parcela nunca virou paga sozinha, em nenhuma matrícula.
Se algo der errado
Um aluno pagou e continua em aberto. Percorra os três casos acima nessa ordem. Enquanto resolve, registre o pagamento à mão — a matrícula segue normal e o aluno recebe o comprovante do mesmo jeito.
Uma parcela paga voltou a ficar em aberto. Houve estorno por inteiro ou uma contestação perdida no cartão. O extrato da conta de recebimento mostra o motivo.
Nunca nenhuma parcela virou paga sozinha. É o caso 3. Confira o endereço e a senha do aviso, na tela de recebimento — e leia o artigo sobre ajustar a conexão.
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